Acordei com ela sobre as minhas costas.Apertou, apertou, apertou, ronronou muito baixinho e esfregou o rosto no meu.
É, acordei.
Levantei assim, meio aos tropeços, ainda na semi-embriaguez da noite passada. Porque uma vez que você fica bêbada, muito bêbada, extremamente bêbada, todos os outros porres que você toma e não te deixam do mesmo estado, é semi-embriaguez. Só semi-embriaguez. E você sempre acorda no dia seguinte com a sensação que deveria ter bebido mais.
Eu acordei assim. Tropeçando.
Abri a porta do quarto. Ela saiu. Voltei pra cama.
Exatos três minutos depois, ela pediu pra entrar. Tropecei até a porta outra vez.
Abri a janela (vai que resolve). Me cobri de novo.
Ela voltou pras minhas costas. Ignorei.
Então ela decidiu vasculhar o meu caos. Eu me virei na cama, pra acompanhar.
Subiu no gabinete do meu computador (no chão). Derrubou o meu mp3 (de propósito e sobre o computador). Pulou pra mesinha da impressora (entre os livros). Andou pela escrivaninha (ainda entre os livros). E voltou pra minha cama (minhas costas outra vez).
Então decidiu que a janela que eu tinha aberto antes era uma ótima ideia e eu descobri que não devia ter aberto janela nenhuma.
Quando ela saiu, eu tentei voltar a dormir. Mas esse texto não saía da minha cabeça... Porque agora eu estou numas de achar que sei escrever.
E a única coisa que eu consigo pensar é: quando foi que eu me apaixonei desse jeito?

Um comentário:
Feliz da vida que vc agora "acha que sabe escrever"...
Gosto mais de pessoas que gostam da verdade...rs
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